Hoje estava lendo o blog da balzaca materna e adorei. Ela fala de duas coisas muito certas: gravidez sem glamour e maternidade pé no chão.
Rotina de criança é difícil e isso não tem nada a ver com desamor.
Por exemplo: no dia em que vc estiver mais cansado, o seu filho vai acorder mais cedo. Se vc espera ele dormir para entrar no banho, pode ter certeza que, quando vc estiver com o cabelo cheio de shampoo, ele vai chorar e acordar ! O mesmo timming vale para a hora da refeição. A criança pode estar no sétimo sono...assim que vc colocar a primeira garfada na boca, ela acorda. Se vc tem duas crianças, não se engane. Quando a menorzinha estiver dormindo, a maior decide ir interagir e acorda-la. Sempre.
sábado
Regressão
Depois que a Carolina nasceu, a Ana Luisa regrediu, como esperado, em algumas coisas. Disputa tudo que é da irmã, de objetos e pessoas a brinquedos. É a colher, o copo, a mamadeira, o colo, o abraço. Mas, com relação à fralda, não mudou. Ela está em processo de largar a fralda e o nascimento da Carolina não afetou em nada.
Agora que a Carol está com 7 meses, a maior disputa é por copos, talheres, papinhas e brinquedos. Os da Carolina são das duas, os da Ana Luisa são apenas dela. É, o trabalho tem sido grande neste quesito, mas eu sou insistente e vou consegir resolver.
Na papinha, eu cedo. Não vejo tanto mal assim. Será que tem ??
Nos objetos, procuro explicar os conceitos de posse, a atitude de compartilhar e ter algo compatilhado e a idéia de ser social. Dureza. :)
Agora me fala... quanto tempo dura isso ?
Agora que a Carol está com 7 meses, a maior disputa é por copos, talheres, papinhas e brinquedos. Os da Carolina são das duas, os da Ana Luisa são apenas dela. É, o trabalho tem sido grande neste quesito, mas eu sou insistente e vou consegir resolver.
Na papinha, eu cedo. Não vejo tanto mal assim. Será que tem ??
Nos objetos, procuro explicar os conceitos de posse, a atitude de compartilhar e ter algo compatilhado e a idéia de ser social. Dureza. :)
Agora me fala... quanto tempo dura isso ?
Leitinho
Depois que a Carolina nasceu, a Ana Luisa particpa ativamente do cotidiano dela e observa atentamente os cuidados com tudo. Desde cedo pede para amamentar a irmã, na mamadeira e no peito. Outro dia ela sentou na cadeira de balanço, abaixou a alça da blusa e disse:
- Venha mamãe, coloque a Carolzinha pra mamar aqui no peito da Luisa.
Eu expliquei que não pode, que só quem já teve um neném na barriga tem leitinho no peito e que isso é para as meninas bem grandes como a mamãe. Mas, aqui entre nós, confesso...achei um gesto tão bonitinho !
- Venha mamãe, coloque a Carolzinha pra mamar aqui no peito da Luisa.
Eu expliquei que não pode, que só quem já teve um neném na barriga tem leitinho no peito e que isso é para as meninas bem grandes como a mamãe. Mas, aqui entre nós, confesso...achei um gesto tão bonitinho !
Para, que eu quero descer (mas só pra respirar e voltar pra labuta!!)
Quando descobri que estava grávida, a minha cabeça ficou uma confusão só. Acho que já falei disso aqui. A gravidez não foi planejada (apesar de estar nos nossos planos futuros uma segunda gravidez) e o momento era super confuso. Chorei nos primeiros dias. Estava sem meu marido, que ainda não tinha conseguido transferência de Brasília para Salvador, a morte do meu pai ainda era recente e tinha mexido muito comigo, a minha vida toda tinha mudado (cidade, trabalho, casa, tudo). O problema é que ao mesmo tempo em que eu nem sabia se queria estar grávida, eu me culpava demais por se qur pensar assim... Não sei se daí ou de algum outro mecanismo estranho e complexo, fui me interessando pela minha filha. Sei que não tive uma gravidez exemplar. Queria demais ter tido mais paz. Mas não deu, e não dá pra chorar por isso pro resto da vida então o jeito é trabalhar para compensar esse tempo depois dela já ter nascido.
Eu me apaixonei pela Carol algum tempo depois que ela nasceu. Numa semana que fiquei sozinha, sem ajuda, sem apoio, só eu e ela. Acho que estava faltando aquele tempo pra nós. Pra gente se olhar, se sentir, se amar. E foi mágico. Tudo mudou pra mim naquele dia.
De lá pra cá, a vida ficou muito louca mas boa, muito boa. Ter duas crianças tão pequenas em casa ao mesmo tempo é uma correria danada, tem horas que eu surto, me arrependo, me culpo, mas vejo que as coisas se ajeitam.
Sou uma mãe bem normal, bem padrão. Não sou, definitivamente, mãe de revista, de mundo perfeito e maternidade de fadas. Amo as meninas, adoro ser mãe, acho que foi um acerto e tanto que eu e André fizemos na vida, mas sou mãe de primeira viagem sempre, em tudo, diariamente. Erro. me culpo, me arrependo, me corrijo, me preocupo.
Apesar da aparente certeza nas coisas todas, rola muita dúvida também. Dar limites, é uma luta diária. Como ser rígida sem ser rude, é outra. Não enlouquecer e nem ceder com o choro é um desafio. Ensinar a comer bem depende de um esforço imenso! E sabe o que deixa tudo mais difícil ? A idéia de que você, como mãe, tem todas as respostas certas e por isso todo mundo te pergunta !
Ai,ai, às vezes eu nem queria ouvir a pergunta, menos ainda responder. Não por fuga, ou por indecisão, mas por cansaço mesmo.
Eu não sei se um bebê que nem rola deve sentar e se isso fará mal à sua coluna. Eu não sei o quanto de regressão é esperado numa criança de 2 anos após o nascimento da sua irmã. Eu não sei como fazer para ela comer qualquer coisa além de carninha. Eu nem sempre sei separar as traquinagens normais da idade com aquelas fruto de ciúme e necessidade de chamar atenção para si. Posso ficar aqui por horas listando coisas que não sei, mas faço, respondo, acredito.
Instinto ? Poder de decisão ? Sei lá... Como disse, às vezes é só cansaço. Fica mais fácil resolver logo a questão e tirar ela do meu caminho.
Eu me apaixonei pela Carol algum tempo depois que ela nasceu. Numa semana que fiquei sozinha, sem ajuda, sem apoio, só eu e ela. Acho que estava faltando aquele tempo pra nós. Pra gente se olhar, se sentir, se amar. E foi mágico. Tudo mudou pra mim naquele dia.
De lá pra cá, a vida ficou muito louca mas boa, muito boa. Ter duas crianças tão pequenas em casa ao mesmo tempo é uma correria danada, tem horas que eu surto, me arrependo, me culpo, mas vejo que as coisas se ajeitam.
Sou uma mãe bem normal, bem padrão. Não sou, definitivamente, mãe de revista, de mundo perfeito e maternidade de fadas. Amo as meninas, adoro ser mãe, acho que foi um acerto e tanto que eu e André fizemos na vida, mas sou mãe de primeira viagem sempre, em tudo, diariamente. Erro. me culpo, me arrependo, me corrijo, me preocupo.
Apesar da aparente certeza nas coisas todas, rola muita dúvida também. Dar limites, é uma luta diária. Como ser rígida sem ser rude, é outra. Não enlouquecer e nem ceder com o choro é um desafio. Ensinar a comer bem depende de um esforço imenso! E sabe o que deixa tudo mais difícil ? A idéia de que você, como mãe, tem todas as respostas certas e por isso todo mundo te pergunta !
Ai,ai, às vezes eu nem queria ouvir a pergunta, menos ainda responder. Não por fuga, ou por indecisão, mas por cansaço mesmo.
Eu não sei se um bebê que nem rola deve sentar e se isso fará mal à sua coluna. Eu não sei o quanto de regressão é esperado numa criança de 2 anos após o nascimento da sua irmã. Eu não sei como fazer para ela comer qualquer coisa além de carninha. Eu nem sempre sei separar as traquinagens normais da idade com aquelas fruto de ciúme e necessidade de chamar atenção para si. Posso ficar aqui por horas listando coisas que não sei, mas faço, respondo, acredito.
Instinto ? Poder de decisão ? Sei lá... Como disse, às vezes é só cansaço. Fica mais fácil resolver logo a questão e tirar ela do meu caminho.
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